poesia emprestada
Incandescente
Permanecente
Que sinto tua existência
Pulsar cada vez mais dentro de mim
Ondes estás aprisionada num corpo
Que não lhe pertence mais
E para você isso é o fim
Sei o que desejas de mim
A morte
Mas ainda tenho a sorte
Ao meu leito que deito
Sem conhecer o futuro
Vivo o presente para os meus entes
Do veneno que escorre dos meus dentes
Cor marfim
Que em algum dia terá fim
Minha andança
Pelo próprio tempo
Se perdeu entre pegadas
Ao vento
Sei que talvez um dia partirás
E irás para algum outro lugar
Sem deixar endereço
Mas sei que mereço
Tudo isso
Num novo começo
José Nogueira

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